Tratamento de Canal
Salvar o dente natural é sempre a melhor escolha. O canal resolve a dor, não a causa
Especialidade
Endodontia
Abordagem
Conservadora e terapêutica
Quantidade média de sessões
1 a 3 sessões
Tempo médio de 1 a 4 semanas
Sobre o Procedimento
Especialidade, precisão e empatia para salvar o seu dente
O tratamento de canal é necessário quando o seu dente apresenta inflamação ou infecção na polpa - a parte interna do dente - podendo ou não estar associado a dor. O objetivo é acessar essa região, limpar completamente, eliminar o problema e selar o dente para que as bactérias não voltem a colonizá-lo. Com isso, preservamos o dente natural e evitamos uma extração desnecessária.
Sou especialista em Endodontia - a área da odontologia dedicada ao tratamento de canal - e em Dentística, que é a especialidade estética. Essa combinação me permite cuidar do seu dente do início ao fim: eu elimino a infecção e, no mesmo ciclo de tratamento, já planejo e executo a reconstrução estética. O dente não fica “aberto” ou desprotegido passando de um especialista para outro. Eu cuido de tudo.
SITUAÇÕES PRINCIPAIS
Quando o canal é necessário
A primeira situação é a Inflamação: quando uma cárie avança até muito próximo da polpa e causa uma inflamação intensa dos tecidos pulpares - geralmente acompanhada de dor forte, que pode impedir de dormir e atrapalha o dia a dia. A segunda é a infecção: quando bactérias colonizam a parte interna do dente, criando uma infecção crônica. Essa infecção vive num equilíbrio tenso - nem o corpo ganha, nem as bactérias ganham. O paciente sente dores crônicas, um incômodo ao mastigar naquela região, uma leve dor quando bate algo naquele dente. Não é aquela dor aguda que impede de viver, mas é um sinal de que algo está errado.
Com o raio-X, consigo identificar sinais claros de infecção. Um dos sinais é a lesão periapical - um escurecimento na pontinha da raiz que, na radiografia, mostra exatamente onde está a “zona de guerra” entre bactérias e células de defesa. Conseguimos ver isso antes mesmo de o paciente sentir algo grave.
Dúvida
O procedimento dói? Como garanto seu conforto
Eu acredito que todo procedimento odontológico exige empatia. Não é só uma questão técnica - é entender o que você sente, os seus medos, as suas ansiedades.
Não dependo só do que você me fala
Eu vou sempre conversando, perguntando antes de cada etapa. Mas não dependo só do que você me fala: vou sentindo como você se posiciona na cadeira, como os seus olhos olham para mim. Cada detalhe me ajuda a entender como você está se sentindo.
Anestesia
E a minha regra é clara: enquanto você estiver com dor, a gente não continua o procedimento. Vamos anestesiando, dentro de um limiar seguro, até que você não sinta absolutamente nada. Só aí eu avanço.
Dúvida
Quanto tempo dura o tratamento
O famoso “depende” se aplica aqui, mas eu explico por quê. Se é um dente da frente, com um único canal, o tratamento é mais rápido. Mas um dente do fundo - um molar - pode ter três a quatro canais. Imagina que é o trabalho multiplicado por três, por quatro. Casos de retratamento são sempre mais demorados, porque preciso retirar tudo o que foi colocado antes e refazer. A abertura de boca do paciente também influencia: pacientes com boca mais fechada demandam mais tempo.
Em casos de infecção, muitas vezes uma sessão de uma hora, uma hora e meia não é suficiente para reduzir as bactérias a um nível seguro. Aí preciso de mais sessões - geralmente duas, às vezes três, raramente quatro. Mas existem casos que resolvo em sessão única. O que sempre aviso: venha preparado para um tratamento um pouco mais demorado, e pode ser que precise voltar. Prefiro que você saiba disso do que criar uma expectativa irrealista.
A fístula e a urgência: não espere
Quando o dente fistula - quando a infecção encontra um caminho para drenar - incrivelmente a dor para. É como se a pressão fosse liberada. Mas essa é justamente a armadilha.
A fístula é aquela “bolinha” que pode aparecer na gengiva. Pense nela como o escape de uma panela de pressão. Quando a infecção está enclausurada dentro do dente, ela pressiona o nervo e causa dor intensa. O alívio da dor não significa cura. A fístula é um dos maiores sinais de infecção ativa e precisa de tratamento imediato.
Quando faço um retratamento, só obturo o dente se a fístula sumiu. Se ela persiste mesmo após a limpeza interna, significa que o retratamento não está sendo efetivo e preciso pensar em outra intervenção - e em alguns casos, infelizmente, a extração.
Sobre a urgência, eu falo com franqueza: existe o risco de perder não apenas o dente, mas a vida. Uma infecção crônica pode agudizar a qualquer momento - daqui a 30 anos ou no dia seguinte. Pode virar um abscesso grave. Mesmo que não seja uma dor aguda, se identificamos o problema, o certo é não esperar.
Tratamento de Canal
O dente fica fraco? Pode escurecer?
Pode acontecer, e vou explicar por quê. O dente com canal tratado não fica fraco por ter perdido o nervo em si - ele fica mais friável porque, geralmente, já perdeu muita estrutura pela cárie ou pelo acesso que precisei fazer. Além disso, sem a polpa, o dente perde a hidratação interna - fica um dente mais “seco”, que perde aquela resiliência natural. E sim, pode escurecer ou acinzentar com o tempo, ou ficar um pouco mais saturado, mais amarelado.
Mas se o tratamento de canal é inevitável, ele precisa ser feito. A parte estética eu resolvo depois - com uma faceta que esconda esse substrato alterado, ou uma coroa que devolva forma, cor e proteção.
DÚVIDA
Precisa de coroa? Precisa de pino?
Nem sempre. Tudo depende do remanescente dental - do quanto de dente ainda está inteiro. Tem casos em que faço um acesso muito mínimo, tão pequeno que o paciente mal consegue visualizar. Nesses casos, uma restauração simples de resina só para fechar a entrada resolve.
A coroa de porcelana só é necessária quando o dente está muito destruído, quando a mastigação já não seria segura só com resina. E o pino de fibra de vidro só entra quando preciso ganhar mais superfície de adesão - não é porque tem canal tratado que automaticamente precisa de pino. Inclusive, esse é um debate muito grande na odontologia: o pino não é para todos os dentes com canal tratado, e eu sigo essa visão com muita convicção técnica.
E um detalhe importante: nem sempre que coloca coroa precisa de pino. Se tenho bastante superfície de dente para colar a coroa, o pino é desnecessário. Cada caso é um caso.