Coroas Unitárias em Porcelana
Reconstrução completa com precisão, estética e função
Especialidade
Prótese Dentária
Abordagem
Reabilitadora
Quantidade média de sessões
2 a 3 sessões
Tempo média de 2 a 4 semanas
Conceito e Filosofia
O limite da estrutura natural e a proteção com a porcelana
É um cenário que vejo com frequência no consultório: o paciente tinha uma restauração pequena, que aumentou, teve cárie de novo, precisou de tratamento de canal e, com tudo isso, o dente ficou tão destruído que só a coroa resolve. O limite exato entre indicar uma restauração ou uma coroa é definido estritamente pelo remanescente dental, ou seja, o quanto de dente você ainda tem inteiro, sem restaurações antigas e sem cárie. Se sobrou pouco dente, a resina simplesmente não vai aguentar as forças da mastigação sem o risco iminente de uma fratura. Precisamos de um material muito mais resistente, que consiga abraçar e proteger esse dente por inteiro, e esse material é a porcelana.
Estética Metal-Free
Tecnologia livre de metal: o fim da bordinha escura na gengiva
Se você já viu alguém com uma bordinha escura na gengiva, saiba que isso é coisa do passado. Isso acontecia porque as coroas antigas tinham metal por baixo da porcelana, as chamadas metalocerâmicas. Com o tempo, a gengiva retraía e o metal aparecia, ou o próprio metal pigmentava o tecido ao redor.
Eu trabalho exclusivamente com coroas metal-free, feitas inteiramente de porcelana ou zircônia. Como não tem metal, não existe essa borda; mesmo que a gengiva mude de posição com os anos, o que vai aparecer é apenas a continuação da porcelana ou a raiz do dente, mas nunca aquela linha preta acinzentada. Como sou especialista em Dentística, planejo o término da coroa com total precisão para que a adaptação com a gengiva seja perfeita.
Diferenciais
A precisão clínica na adaptação e o equilíbrio da mordida
Uma coroa mal adaptada pode causar mau hálito, inflamar a gengiva e dificultar a limpeza. E isso é mais comum do que parece. Recentemente, tive uma paciente que relatava mau hálito persistente; trocamos uma única coroa mal adaptada e ela ficou tão satisfeita que quis trocar todas as outras cinco ou seis coroas que tinha, pois a sensação na boca mudou completamente. Além disso, o material faz toda a diferença: existem coroas de material metaloplástico que naturalmente acumulam mais odores, que, sendo franca, são meio fedidas mesmo.
O detalhe clínico e o protocolo de higiene
Para garantir a máxima precisão, depois de cimentar cada coroa, eu sempre tiro uma radiografia para confirmar a perfeita adaptação. Também oriento o paciente sobre a higiene específica da região: escovas interdentais e irrigadores orais (como o famoso Waterpik) são aliados fundamentais, e eu sempre ajudo o paciente a encontrar o tamanho exato de escova interdental para o caso dele.
O equilíbrio sutil que protege o dente
Se a coroa ficar alta, se for o primeiro dente a bater quando você morde, esse dente pode começar a doer. É como uma articulação que dói por receber impacto repetido: o dente articula e, se está batendo mais forte ali, vai inflamar. Por isso, faço o ajuste oclusal de forma extremamente cuidadosa e sempre aviso: se passar a anestesia e você sentir algo alto, alguma aspereza ou pontinha incomodando, você volta; que seja dez minutos na cadeira, mas precisamos ajustar para proteger o investimento inteiro.
Integração Endo-Estética
Integração Endo-Estética: o ciclo completo do canal à coroa
Como sou especialista em Endodontia e Dentística, consigo unir o útil ao agradável. Trato o canal garantindo que não haja mais nenhuma infecção e, no mesmo ciclo de atendimento, planejo a reconstrução. Se o dente precisar de pino de fibra de vidro para reforço interno, eu mesma coloco e já realizo o preparo para a coroa. Isso confere muita agilidade e segurança ao tratamento, pois você não fica sendo encaminhado de um profissional para outro, correndo o risco de ficar com o dente desprotegido no meio do caminho.
Vale ressaltar que nem sempre quem faz canal vai precisar de coroa: se a cárie era pequena e o dente está inteiro, uma restauração simples resolve; a coroa só entra quando a destruição já não permite outra saída.
Protocolo de provisórios, prazos e monitoramento de longo prazo
Meu protocolo clínico garante o seu bem-estar: todo paciente que precisa de provisório sai do consultório com ele instalado; especialmente em dentes estéticos, você nunca sai sem. Em muitos casos, o preparo é tão sutil que o provisório nem é necessário. O prazo padrão para a cimentação definitiva é de cerca de uma semana, dependendo do laboratório parceiro.
Para os pacientes que se perguntam como vamos saber se apareceu uma cárie embaixo da coroa, é aí que entra a visão maravilhosa do dentista através do olhar clínico, dos nossos instrumentos e de exames radiográficos. Por isso, é tão importante fazer a radiografia panorâmica com frequência, permitindo acompanhar de perto o passado e o presente da sua saúde bucal.